Quando se chega ao Parque  Nacional do Iguaçu é inevitável que as Cataratas sejam o centro das atenções. Mas eu sempre gostei de ver aqueles bichinhos, insetos, as borboletas, joaninhas e lagartos que apelidei carinhosamente de mini fauna, transitando quase invisíveis sob o sol, diante do espetáculo maior das águas.

Essas figurinhas espertas, pertencentes àquele sistema ecológico, assim como toda a flora,  são a diversidade que garante o eqüilíbrio do todo. Que poético isso, não? É a mãe natureza dando suas lições de paciência e humildade apesar da força que tem. Demorei um bocado até percebê-los, mas  com um pouco de observação ficamos amigos e, sempre que vou ao Parque, procuro por eles para saudá-los e buscar por uma foto.

É interessante  como temos a tendência de ver o espetacular  em detrimento do pequeno e,  como perdemos os detalhes por  isso!

Aqui, um parênteses. Na experiência que tive com cegos, ao desenvolver oficina com eles, senti que apesar de perderem esse maravilhoso espetáculo da visão, os portadores de deficiência visual desfrutam bem mais do que lhe é permitido com os  outros sentidos. E que bom que deve ser gostar de alguém sem se importar com a aparência. Ainda que sempre tenha alguém que fale para quem não enxerga que fulano ou fulana é feio ou bonito, levando em conta apenas a plástica.

Mas, voltemos aos fofos alvos dessa crônica. Fica o convite para quando o leitor for ao Parque Nacional do Iguaçu querendo ver as Cataratas, que procure ver também os  detalhes. Por certo descobrirá a vida em miniatura colaborando com a grandeza da Obra.   E, claro, procure só com o olhar, não os capture. Admire-os. Enxergue e registre.

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